Palavra também cura

EDVALDO PEREIRA LIMA – PUBLICADO EM 10/12/2018

O poder das palavras – e da escrita – como instrumento auxiliar de cura é uma das vertentes de aplicação do Escrita Total® e das histórias de vida que tenho enfatizado em meu trabalho. De maneira espontânea e intuitiva, pessoas têm encontrado um apoio na escrita ao enfrentarem desafios de saúde. É o caso exemplar da estudante Linda Rojas, que há pouco mereceu uma longa matéria no portal Terra (clique no link para ler).

Linda mantém também um blog próprio relacionado. É comovente conhecer a história dessa valente escritora de sua própria jornada de superação e convívio com uma situação absurdamente desafiadora. Aqui, o site criado por ela: umalindajanela.com

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Ficou curioso para saber mais sobre meu método Escrita Total®? Conheça aqui meu curso online em estilo de Jornalismo Literário e aprenda a aplicar esta técnica de escrita criativa qualquer tipo de texto. Você pode fazer as aulas quando e onde quiser.




#MapaDoLivro: Betiane Silva comenta ‘O Mentor’

EDVALDO PEREIRA LIMA – PUBLICADO EM 28/11/2018

#MapaDoLivro Betiane Silva, jornalista, amante de literatura e histórias de vida, participante do grupo de WhatsApp “Escritores de Não Ficção”, fez esse comentário sobre “O Mentor”, movida pela questão da Jornada do Herói:

“Li o livro do professor Edvaldo sobre a história de vida do Roberto Shinyashiki (eita sobrenome difícil de escrever…) Confesso que não conhecia o Roberto, mas conheço o professor Edvaldo, por isso resolvi comprar o livro, pois estava curiosa pra saber como é aplicar na prática a Jornada do Herói na história de alguém. Acredito que muitas outras pessoas vão comprar por conhecer o Roberto e por querer saber como ele chegou ao sucesso como palestrante.

Resumindo: gostei muito do livro porque consigo ver algumas técnicas da Jornada do Herói, como a transformação do personagem que era um rebelde sem rumo na adolescência para um senhor que se tornou mentor, fonte de inspiração pra muita gente. Percebi que esse mentor teve muitos mentores que foram essenciais para a sua jornada na vida, para torná-lo quem é hoje e que a doença do filho (spoiler…) foi o chamado à aventura.

Fico agradecida por ter me proporcionado esta experiência, pois pra mim valeu a pena saber que ninguém realiza sonhos e objetivos sem comer muita grama. Me senti muito inspirada pela história do Roberto.

Mas fiquei curiosa com duas coisas: como será que ele aplica a Jornada do Herói nas palestras que realiza? Nem sabia que isso era possível. E se essa experiência também transformou a forma do autor enxergar o mundo.”

Betiane, muito gentil seu comentário. Obrigado! É muito gratificante, para todo escritor, receber feedback dos leitores. Muito importante, pois o escritor escreve para seu público e não ter o retorno o deixa sem baliza. Fica sem saber como o leitor está recebendo seu trabalho. Como dizia Umberto Eco, toda narrativa é uma obra aberta. O livro que sai da cabeça do autor pode ser entendido de mil diferentes maneiras pelos leitores. E essa diversidade é maravilhosa.

Olhe, o Roberto é muito criativo nas palestras dele. Improvisa. Embora possa ter um roteiro pronto, avalia muito na hora a reação do público e pode mudar. Mas acredito que alguma vez ou outra tenha utilizado elementos da Jornada, sim. Em “O Mentor”, tem aquela passagem com Alexandre Lacava, em que Roberto pede a ele para preparar uma palestra estruturada na Jornada, pois deseja testá-la.

Minha forma de enxergar o mundo tem alguns pontos essenciais em comum com a visão do Roberto. Sem alguma sintonia fina com seu biografado, é quase impossível para um escritor produzir uma boa narrativa de história de vida.

Em essência, o mergulho profundo na história dele não provocou mudanças fundamentais. Mas é igualmente impossível a um autor de JL lançar-se tão intensamente na história de alguém sem ser tocado de alguma maneira importante. O que essa jornada me trouxe foi um conjunto de influências inovadoras no processo de produção de narrativas, por exemplo. Gostei de submeter os originais do livro a um número grande de leituras críticas (foram oito!). Ajudaram a tornar “O Mentor” melhor. Minha gratidão às pessoas que se deram a esse trabalho. E também a Rosely Boschini e Rosângela Barbosa, na Editora Gente. O diálogo entre o meu know how de escritor e jornalista literário e a larga experiência editorial de sucesso delas foi frutífero. O Roberto faz isso também quando cria uma palestra nova. Pretendo adotar esse procedimento nos livros futuros.

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E você, encontrou meu novo livro em alguma livraria pelo Brasil? Publique no Instagram com a hashtag #OMentor e você poderá ver sua foto republicada em nossas redes sociais.




AVIAÇÃO E NARRATIVA

EDVALDO PEREIRA LIMA – PUBLICADO EM 20/11/2018

Para quem curte uma coisa ou outra, e preferencialmente as duas:

Uma entrevista ao canal ASA, do jornalista e piloto (comandante de Airbus da família A320) Robert Zwerdling, sobre esse outro lado profissional meu, o de escritor e jornalista de aviação.

Por Trás do Tapete Mágico, um dos meus livros citados, foi publicado pelo sistema editorial Clube de Autores. Pode ser adquirido pelo site do Clube e pelas livrarias virtuais conveniadas, como Amazon, Lojas Americanas, Submarino e outras.

O segundo livro citado, Maestro de Voo, foi publicado pela Editora Manole e pode ser adquirido pelo site da casa.

A entrevista, para você:

https://youtu.be/Zy7IiB829zg

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‘O Mentor’ no metrô de São Paulo

EDVALDO PEREIRA LIMA – PUBLICADO EM 16/11/2018

Estes painéis estiveram expostos até a última sexta-feira (16). Um mês em exposição!

Aqui, um registro comemorativo. E o mais importante: o conteúdo e a ideia central a que dizem respeito.

Compartilho um momento especial, pois não é todo dia que um escritor pode viver uma situação assim, neste país. Minha gratidão à Editora Gente por essa atitude proativa exemplar.

https://youtu.be/3o6ltBkjKaE

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O DESAFIO DESSA NARRATIVA MÍTICA AGORA

O momento histórico dramático de escolha que o Brasil vive pede, além da resposta que cada um vai dar conforme seu nível de consciência, reflexões e atitudes que transcendem a questão política, a bipolarização extrema de posições. Pede vermos o padrão que está presente aqui, com as nossas particularidades, mas se manifesta igualmente em outras partes do mundo, com suas especificidades, neste momento.

Pede encontrarmos a questão chave, transcendente e imanente, que se manifesta neste momento de escolha para a humanidade. Vivemos um ciclo de evolução, chegamos ao ponto em que esse ciclo alcança uma espécie de pausa dinâmica na qual temos a oportunidade de fazer um balanço e escolher. A escolha é darmos um salto de qualidade ou retrocedermos desastrosamente. Evoluímos ou involuímos. Caminhos para a vida ou regredimos para uma autodestruição cujos sinais nos ameaçam de várias formas e em tantos lugares.

E temos de olhar para dentro. Mesmo. Confrontar as dores, as máscaras, as sombras. Reconhecer a pequenez e o potencial de grandeza. Pedir ajuda. Mesmo. Buscar ultrapassar a crença dos limites do entendimento só e exclusivamente mental. Procurar exercer o amor. Mesmo. Pensar, sentir, intuir fora da caixa.

Muita gente de consciência tem vindo a público com sua contribuição de alerta. Vou colocar uma, aqui. Não significa que eu comungue ao pé da letra. Mas significa que, sim, essa e outras contribuições que procedem do Bem estão respondendo com honra ao desafio da hora. Em essência, estou em sintonia com essa iniciativa, assim como com outras cuja matriz de pensamento é a mesma, na fonte original, embora a linguagem e as particularidades secundárias possam ser diferentes.

Estamos, todos nós, no momento de coconstrução de uma Mega Narrativa épica. A mais importante e decisiva, talvez, para a humanidade nesses últimos 100 ou mais anos. Muitas mini-narrativas entrelaçadas estão em processamento. O capítulo brasileiro, por mais dramático e urgente, é apenas uma parte desse conteúdo em efervescência e cujo tempo não se encerra dia 28 de outubro. Mas é a parte que mais nos interessa, de imediato, claro. Convém, porém, agir com a visão de conjunto em mente.

Agora é a escolha. Para além do momento grave dessa eleição traumática e a incluindo no processo, estamos todos impulsionados pela vida a escolhermos que tipo de coautores queremos ser e que narrativa decidimos ajudar a construir.

REFLEXÃO ANTES DE VOTAR

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