Gestão de Crise: Por que a Comunicação Formal é Insuficiente

Esta nossa era globalizada de avassaladora cultura disruptiva, explosão das mídias sociais – para o bem ou para o mal – e crescente diversidade de vozes e interesses no cenário público, é também a era das inevitáveis crises. De todos os matizes.

Líderes e gestores no mundo organizacional cada vez mais precisam considerar a necessidade de responderem a ameaças que podem eclodir colocando em risco imagens, reputações, a sobrevivência do próprio negócio. Crescentemente as organizações mais conscientes da complexidade dinâmica de nosso tempo tomam atitudes proativas, buscando se preparar para o inevitável. Os planos de contingência levam em conta, obrigatoriamente, a comunicação com todos os stakeholders envolvidos.

O problema é que o modelo de comunicação organizacional predominante tem se revelado frustrantemente limitado, quando não francamente ineficaz, para responder ao desafio desse nosso tempo plural e diversificado. A diversidade e a complexidade de atores, agentes e fatores é a marca da cultura, da sociedade, dos negócios, da política de nosso tempo.  Valores e visões de mundo estão em acelerada mudança. Ninguém nem nada está imune à força transformadora em curso, nenhum governo tem controle total e absoluto sobre essa avalanche de mutação em avanço, para um destino que ainda não sabemos direito qual é.

A comunicação dita objetiva, verticalizada, impessoal, fria, sustentada em números e no pensamento lógico linear cumpre uma função, certamente. Tem seu lugar em situações de gestão de crise.  Mas por si só é insuficiente.  A resposta eficaz exige estratégia sistêmica e ação integrada, empregando de maneira dinamicamente sintonizada distintos meios e recursos, sempre buscando corresponder a ação à verdade transparente e ética, sem  a qual nenhum ato de comunicação vale a pena, por desperdício de esforços. E pelo o rasgo maior na credibilidade da organização causado de início, injustamente ou não, pelo escândalo da crise em questão.

A solução requer um pensamento estratégico fundado no conceito de narrativa, e não simplesmente nas ferramentas de comunicado, declaração, notícia, nota, entrevista de imprensa, relacionamento ativado com influenciadores. A narrativa entendida, diga-se de passagem, como todo um processo sistêmico que envolve a comunicação propriamente e as ações que a consolidam.   Trata-se sempre de um empenho de transformação de imagem.  

O pensamento-matriz e os instrumentos pertinentes para uma
ação dessa magnitude necessária? 
Storytelling. A aplicação do storytelling como parte decisiva do
processo de gestão da crise comunicacional, por sua vez parte do pacote
completo de se conduzir proativamente a gestão de crises.




Iniciativa dá destaque às escritoras com deficiência

POR EDVALDO PEREIRA LIMA – PUBLICADO EM 20/04/2019

Olhem que iniciativa bacana da jornalista Leandra Migotto. No último dia 13 de abril, ela, em conjunto com a Coletiva Mamoeira, promoveu a Oficina de Escrita de Memórias “Qual história você quer contar?”.

O objetivo da Leandra é belíssimo: criar um lugar de fala para as escritoras com deficiência. Tive a grande honra de tê-la como aluna minha de curso livre presencial e de curso online também. 

Vale ficar de olho nesse trabalho! 

Além de consultoria, ela mantém o blog Caleidoscópio: https://leandramigottocerteza.blogspot.com/.

As fotos são da última oficina. 

 




Jornalismo e História com Diego Antonelli

POR EDVALDO PEREIRA LIMA – PUBLICADO EM 02/02/2019

Autor de Em Domínio Russo (publicado pelo Governo do Paraná) e Paraná: Uma História (Editora Arte e Letra), Diego Antonelli está marcando sua carreira de escritor de não-ficção pela produção de narrativas que unem Jornalismo e História, centradas em temas paranaenses. Destacam-se sua série de matérias sobre a imigração no Estado, produzidas para a Revista Ideias, e textos sobre gente local que lutou na II Guerra Mundial. Diego já escreveu sobre as colônias alemã, japonesa, chinesa, russa, holandesa, árabe, judaica, entre outras.

Ouça aqui, uma conversa – espero – inspiradora. Em pauta, o processo de trabalho do Diego, a humanização das narrativas e o emprego de recursos do Jornalismo Literário.

 




Palavra também cura

EDVALDO PEREIRA LIMA – PUBLICADO EM 10/12/2018

O poder das palavras – e da escrita – como instrumento auxiliar de cura é uma das vertentes de aplicação do Escrita Total® e das histórias de vida que tenho enfatizado em meu trabalho. De maneira espontânea e intuitiva, pessoas têm encontrado um apoio na escrita ao enfrentarem desafios de saúde. É o caso exemplar da estudante Linda Rojas, que há pouco mereceu uma longa matéria no portal Terra (clique no link para ler).

Linda mantém também um blog próprio relacionado. É comovente conhecer a história dessa valente escritora de sua própria jornada de superação e convívio com uma situação absurdamente desafiadora. Aqui, o site criado por ela: umalindajanela.com

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Ficou curioso para saber mais sobre meu método Escrita Total®? Conheça aqui meu curso online em estilo de Jornalismo Literário e aprenda a aplicar esta técnica de escrita criativa qualquer tipo de texto. Você pode fazer as aulas quando e onde quiser.




#MapaDoLivro: Betiane Silva comenta ‘O Mentor’

EDVALDO PEREIRA LIMA – PUBLICADO EM 28/11/2018

#MapaDoLivro Betiane Silva, jornalista, amante de literatura e histórias de vida, participante do grupo de WhatsApp “Escritores de Não Ficção”, fez esse comentário sobre “O Mentor”, movida pela questão da Jornada do Herói:

“Li o livro do professor Edvaldo sobre a história de vida do Roberto Shinyashiki (eita sobrenome difícil de escrever…) Confesso que não conhecia o Roberto, mas conheço o professor Edvaldo, por isso resolvi comprar o livro, pois estava curiosa pra saber como é aplicar na prática a Jornada do Herói na história de alguém. Acredito que muitas outras pessoas vão comprar por conhecer o Roberto e por querer saber como ele chegou ao sucesso como palestrante.

Resumindo: gostei muito do livro porque consigo ver algumas técnicas da Jornada do Herói, como a transformação do personagem que era um rebelde sem rumo na adolescência para um senhor que se tornou mentor, fonte de inspiração pra muita gente. Percebi que esse mentor teve muitos mentores que foram essenciais para a sua jornada na vida, para torná-lo quem é hoje e que a doença do filho (spoiler…) foi o chamado à aventura.

Fico agradecida por ter me proporcionado esta experiência, pois pra mim valeu a pena saber que ninguém realiza sonhos e objetivos sem comer muita grama. Me senti muito inspirada pela história do Roberto.

Mas fiquei curiosa com duas coisas: como será que ele aplica a Jornada do Herói nas palestras que realiza? Nem sabia que isso era possível. E se essa experiência também transformou a forma do autor enxergar o mundo.”

Betiane, muito gentil seu comentário. Obrigado! É muito gratificante, para todo escritor, receber feedback dos leitores. Muito importante, pois o escritor escreve para seu público e não ter o retorno o deixa sem baliza. Fica sem saber como o leitor está recebendo seu trabalho. Como dizia Umberto Eco, toda narrativa é uma obra aberta. O livro que sai da cabeça do autor pode ser entendido de mil diferentes maneiras pelos leitores. E essa diversidade é maravilhosa.

Olhe, o Roberto é muito criativo nas palestras dele. Improvisa. Embora possa ter um roteiro pronto, avalia muito na hora a reação do público e pode mudar. Mas acredito que alguma vez ou outra tenha utilizado elementos da Jornada, sim. Em “O Mentor”, tem aquela passagem com Alexandre Lacava, em que Roberto pede a ele para preparar uma palestra estruturada na Jornada, pois deseja testá-la.

Minha forma de enxergar o mundo tem alguns pontos essenciais em comum com a visão do Roberto. Sem alguma sintonia fina com seu biografado, é quase impossível para um escritor produzir uma boa narrativa de história de vida.

Em essência, o mergulho profundo na história dele não provocou mudanças fundamentais. Mas é igualmente impossível a um autor de JL lançar-se tão intensamente na história de alguém sem ser tocado de alguma maneira importante. O que essa jornada me trouxe foi um conjunto de influências inovadoras no processo de produção de narrativas, por exemplo. Gostei de submeter os originais do livro a um número grande de leituras críticas (foram oito!). Ajudaram a tornar “O Mentor” melhor. Minha gratidão às pessoas que se deram a esse trabalho. E também a Rosely Boschini e Rosângela Barbosa, na Editora Gente. O diálogo entre o meu know how de escritor e jornalista literário e a larga experiência editorial de sucesso delas foi frutífero. O Roberto faz isso também quando cria uma palestra nova. Pretendo adotar esse procedimento nos livros futuros.

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E você, encontrou meu novo livro em alguma livraria pelo Brasil? Publique no Instagram com a hashtag #OMentor e você poderá ver sua foto republicada em nossas redes sociais.