Viagem Para Dentro Da Vida


Fonte: National Geographic

Formidável! Comovente! Belo! Assustador!

Um documentário raro. Uma narrativa inovadora de qualidade simplesmente esplendorosa.

Quer encontrar o que a comunicação pode fazer fora do lixo costumeiro da maior parte da mídia convencional e do show business? Quer um exemplo de narrativa ágil, estilo século XXI e ao mesmo tempo de tom perene, profunda de conteúdo, leve de linguagem? Quer saber como a comunicação pode servir ao propósito de elevar a inteligência e a sensibilidade das pessoas para fora da caixa e dos dualismos polarizados das concepções extremadas de mundo?

Indico para meus pares, profissionais da comunicação …

e …

para todo o mundo que tem um mínimo de interesse pela vida neste planeta – pela sua, pela das outras espécies, pela de Gaia…

para todos que sentem – ou deveriam perceber – que o momento histórico atual é delicado, exigindo tomada de consciência e ação …

a série “One Strange Rock” no Netflix, uma produção da National Geographic que lança os documentários de história natural a um patamar jamais visto, estado da arte puro, numa feliz combinação de fatores…

abre uma viagem inigualável sobre a Terra, o cosmo, a espécie – nós – por diversas dimensões da vida, conduzida pelos olhares transformados e transformadores de oito astronautas, embaixadores da humanidade que nos mostram num espelho privilegiado a sabedoria majestosa e a interconectividade de tudo o que existe, dos minúsculos seres que formam o oxigênio nos oceanos às monstruosas explosões solares que sustentam os corpos vivos na superfície de Gaia.

Interconectividade é o nome do jogo. Expansão de consciência é o impulso da vez e de sempre. Responsabilidade para com a co-criação do nosso paraíso ou do nosso inferno futuro, aqui, já. E o encantamento tocante, sublime, pela nossa linda joia azul navegando na escuridão misteriosa do espaço infinito.

Nenhum desses astronautas – cinco homens, três mulheres – volta para a Terra o mesmo ser humano que daqui partiu. Nenhum deixa de aliar as suas experiências pessoais – a iminência muito real da morte num acidente em voo, a superação de um obstáculo quase impossível na água que ameaça impedir o sonho do espaço – aos temas existenciais de todos nós, seus novos significados, sentidos e propósitos do viver sensibilizando nossas mentes e corações de um modo inesperadamente sublime.

Homens e mulheres de uma ciência nascente que se sustenta nas novas descobertas que a astronáutica possibilita, são também seres surpreendentemente espiritualistas – mesmo que ateus e não atrelados a nenhum conceito religioso -, lançados para além dos dogmas reducionistas que aprisionam nossa mente na cultura predominante das nossas sociedades.

O elo com a vida cotidiana?

A narração-guia do ator Will Smith e suas memórias da avó que lhe deu uma bússola para não se perder na vida, o astronauta que se comove ao lembrar do pai e ao abraçar a esposa e filhos na reflexão de uma lágrima furtiva sobre a continuidade da vida através de nós, antes de nós e para além de nós.

O trailer não tem legenda em português, mas a exibição no Netflix, sim.

https://www.msn.com/pt-br/esportes/video/one-strange-rock-trailer-national-geographic/vp-BBTlILE




GRETA THUNBERG E O AFUNDAMENTO DA ATLÂNTIDA

O notável caso da ativista adolescente e outras narrativas paralelas da dramática história em curso da humanidade.

Episódio-Pensamento 1

Edvaldo Pereira Lima

A impactante história imediata da ativista ambientalista Greta Thunberg, a menina de síndrome de Asperger que vem chacoalhando o mundo, lança-me em busca de narrativas que colocam em perspectiva de grande amplitude esse capítulo desafiador da trajetória humana neste planeta. Greta é de uma determinação de dar vergonha em muitos adultos, desde os protestos contra a letargia dos políticos suecos na questão das mudanças climáticas, à crítica  na ONU aos líderes mundiais que roubam “minha infância e meus sonhos com palavras vazias” , passando pela Cúpula Mundial da Coalizão  R20 na Áustria, onde acusa a geração adulta pela “maior crise da humanidade” de todos os tempos  e pela emergência que ameaça a sobrevivência da espécie.

Em busca de significado, quero encontrar o drama subjacente, caçador de compreensões. Daí então se consolide uma atitude interna, em complemento às ações externas que tomo como simples cidadão global anônimo, nesta nossa era de caos e tempestade explosiva de múltiplas manipulações públicas da comunicação pelas diferentes e conflitantes correntes de força que querem controlar o conhecimento e a informação. Querem escravizar nossas consciências.

O que está em jogo, de fato? O que posso encontrar fora das narrativas limitantes e limitadas dos discursos imperantes no “mainstream” da grande mídia, da porção míope dos poderes maléficos deste mundo que dominam, em grande medida, a política, a economia, nações inteiras e quase todo o globo, a cultura, a ciência, as religiões, o conhecimento legitimado por visões interesseiras e corrosivas?

Saio do convencional, salto para fora da caixa. E encontro dois enredos, três histórias, um tema condutor de tudo. Do ontem, do hoje, do amanhã imediato.

Deparo-me com livros psicografados pelo médium Hercílio Maes, em nome de uma entidade que se identifica como Ramatís.  Especialmente em dois livros, “O Apocalipse” e “Mensagens do Astral”, textos originais das décadas de 1950 e 1960,  publicados pela Editora do Conhecimento,  você encontra a dimensão grandiosa  da história em desenvolvimento da Terra e seus habitantes, abrangendo o  largo período que vem desde então e pode prosseguir mais um tanto, transportando um processo de transformação de escala cósmica. 

A Terra, planeta inclinado sobre seu próprio eixo, viajante do espaço sideral, está em processo gradual de verticalização.  Isto é, de mudança da sua posição física para um estado de posicionamento total no sentido vertical, sobre o eixo.  Essa mudança tem a ver com algo de complexidade sideral astronômica, envolvendo igualmente mudanças na Lua – o satélite da Terra -, em outros planetas do sistema solar e além dele.  Nesse contexto, estaria se aproximando do nosso planeta um astro vindo de outro sistema e que cruza o nosso, o solar, por algumas décadas. Provoca, pela sua extraordinária força atrativa magnética, um efeito de tsunami cósmico que afeta acima de tudo a Terra. É como um grande barco que cruza as águas calmas de um lago, disparando em seu rastro inevitáveis ondulações que alteram a paz das águas e dos seres que ali habitam.

Esse planeta atrator, de tamanho físico similar ao da Terra, mas de poder energético magnético 3.200 vezes superior, diz Ramatís, pela sua passagem poderosa pela rota cósmica do movimento do nosso planeta, contribui para modificações geológicas, climáticas, radicalmente transformadoras da face do nosso belo planeta azul. Temperaturas sobem absurdamente aqui, descem absurdamente ali. Níveis dos oceanos se alteram, áreas submersas vêm à tona, outras de superfície são sepultadas inapelavelmente pelo poder avassalador de tsunamis.

Os seres humanos, nisso tudo?

Ramatís considera como constituintes da humanidade nós, seres vivos, assim como cerca de 20 bilhões de desencarnados que habitam espaços sutis, etéricos, em torno da Terra física. Criaturas de origem divina, nós, terrícolas, podemos gravitar por milênios sob a força atratora do planeta, ora tendo vida física, corpo biológico e ego individualizado como seres encarnados, ora como seres sem constituição biológica, nesse outro mundo etérico em órbita do planeta concreto. Vivemos imersos em mares de frequência energética que emanamos e recebemos do ambiente. A própria Terra tem o seu próprio padrão de frequência vibratória, assim como, igualmente, tem seu próprio processo de evolução, isto é, de aperfeiçoamento sutil, energético, com seu correspondente avanço – ou retrocesso – material, no âmbito da realidade concreta.

Nós, seres humanos, em nossos complexos níveis de existência combinados – criaturas biológicas e entidades etéricas -, somos impelidos pela força divina criadora a evoluirmos num longo processo de desenvolvimento, para o qual nos são oferecidos os planetas-lares. Esses são os palcos de existência, como um grande teatro, onde as condições adequadas para a evolução de cada criatura, de todas e da espécie, são dadas.

O motor principal da jornada?

A evolução da consciência.   Simplificando,  é o processo de noção de quem somos, do que é tudo o que existe e de como agimos de maneira cada vez mais conhecedora das leis que regem o cosmos e o universo, e em plena harmonia com a própria, a Consciência, que podemos chamar, talvez, de força-condutora da Vontade Divina.

Como tudo está intimamente interconectado – como sugere a própria física quântica – no universo, é natural que à medida que os planetas que são abrigos de humanidades evoluam, seus habitantes sejam impelidos a caminhar junto. Isto é, em refinamento de frequência. Se não há essa sintonia em movimento, o habitante não pode mais conviver naquele ambiente, por simples falha de conexão energética alimentadora da vida.

O que acontece com a Terra?

Por esse mistério da existência que mal sabemos, estaria em processo de refinamento de frequência. Os seres humanos que não evoluem em termos energéticos – de frequência, vibração –, evolução que procede de sua conquista de graus mais elevados de consciência, não podem simplesmente continuar por aqui.  Não há condição vibracional compatível.

Mas o plano divino, perfeito e amoroso, tem sempre   o propósito de fazer suas criaturas continuarem a evoluir. Como muitos não podem mais habitar essa casa que busca se arejar para nova luz, a misericórdia superior oferece outra chance: a transmigração desses aprendizes lentos de consciência para outro lar, em condição de frequência vibracional mais compatível com seus estados interiores.

Daí o planeta atrator, que em seu estado físico se encontra em estágio mais rústico que a Terra, num estado parecido ao que a Terra teve na época pré-histórica, do homem das cavernas. 

 Uma das funções do planeta atrator?

 Atrair os terrícolas, pela sua força magnética imponderável, para que passem um largo período de milhares de anos por lá, no processo de evolução que terão melhor condição de vivenciar.

Quantos seres humanos serão atraídos?

Dois terços da humanidade encarnada, diz Ramatís. E um outro tanto não quantificado, da desencarnada.

Parece plausível a você essa narrativa, leitor?

O meu pensamento e a minha intuição sopram algo, tipo “é possível”.

Mas precisamos saber mais. Você e eu.

Venha para a próxima jornada de leitura, na continuação desse texto, em breve. A sequência dessa viagem narrativa de conexões entre Greta, este nosso desafiador momento 2019 e a Atlântida.




GRETA THUNBERG E O AFUNDAMENTO DA ATLÂNTIDA

O notável caso da ativista adolescente e outras narrativas paralelas da dramática história em curso da humanidade.

Episódio-Pensamento 2

Edvaldo Pereira Lima

Em “Missão Planetária”, livro recente – 2016 – psicografado por Sávio Mendonça, publicado pela Editora do Conhecimento, Ramatís amplia nosso olhar sobre essa narrativa épica de proporção cósmica.

A vida na Terra tem a ver sistemicamente com todo um processo de desenvolvimento orquestrado de existências e humanidades em distintas dimensões, planetas, sistemas e galáxias. O nosso planeta está sendo direcionado para cumprir uma extraordinária função de abrigo especializado para a evolução de seres – os “nativos” daqui, assim como imigrantes siderais de outros planetas -, tornando-se uma espécie de academia cósmica.  Um estágio a ser alcançado, estima, para daqui a 200 anos ou mais. Mas o ponto de virada para esse processo acontecer é agora. A missão já começou.

O aspecto diferencial é a construção de uma civilização sustentável notavelmente amante da vida em todas as suas formas.  Humanos e Natureza em sintonia de manifestação daquilo que é a força-motriz de todos os universos. O amor-criativo do Todo, da Consciência, da Inteligência Maior, da Luz Divina. De Deus.

Como é muito difícil, por enquanto, compreendermos e ativarmos conscientemente essa interação humanos-divindade, traduzida para o mundo cotidiano de indivíduos, povos e sociedades, Ramatís diz que a representação acessível dessa condição é o exercício do amor do Cristo Cósmico. Essa entidade que veio nos preparar para a virada transcendental e imanente de agora, século XXI, através de Jesus, o Cristo, e de tantos avatares de excelsa amorosidade, bênção e plenitude divinas. Buda, Maomé, São Francisco de Assis e tantos seres de sublime estatura espiritual.

Para que a Terra possa cumprir essa sua missão grandiosa, contudo, a casa precisa estar arrumada. Energeticamente preparada, o ambiente etéreo e psíquico da humanidade sintonizado com esse propósito, a atmosfera reinante condizente com esse estado de espírito. Para os filhos de um casal crescerem psicologicamente saudáveis, estimulados a desenvolver o melhor de seus potenciais como seres humanos, convém que o ambiente do lar seja psiquicamente sadio, nutritivo, harmônico, estimulante do amor, da confiança e da paz, concorda?

Qual é o estado geral da humanidade, porém?  Que atmosfera sutil, psíquica, coletiva, impera neste nosso mundo de agora? 

Medo, violência, intolerância, ignorâncias absurdas, suicídio coletivo sendo gestado por um modelo de civilização que avançou de maneira avassaladora desde a Revolução Industrial, trazendo-nos tanto progresso efetivamente fantástico, mas igualmente a destruição da vida a passos largos. A extinção diária de espécies. A matança absurda das abelhas, tão decisivas sistemicamente para a sustentação da vida humana. O emporcalhamento criminoso dos oceanos. O  desrespeito total para com as diferenças e diversidades humanas. 

E mais o horror do feminicídio. A  violação pornográfica do meio ambiente. A  destruição genética de parte da futura população masculina através da alteração hormonal provocada nos fetos e nos meninos pela diabólica plastificação massiva da vida moderna. E mais os sociopatas que elegemos cegamente para o poder governante. Como tais, pavorosamente insensíveis e igualmente cegos, negam o aquecimento climático, justificam por discursos retóricos absolutamente insanos a destruição da Natureza, mentem e falsificam, manipulam e escravizam consciências.

Valores universais, moral, ética, verdade?

Estão longe das mentes e dos corações, na maioria da multidão. Banaliza-se a vida. O show business e a comunicação de massa, em sua maior parte, pisoteiam as virtudes, miserabilizam a consciência dos indivíduos.

E caímos na armadilha. Desprezamos o livro de conteúdo edificante, preferimos transformar em best-seller de milhões o que nos atrai por uma linguagem engraçadinha de conteúdo torpe. Transformamos em modelo inspirador a fake-star do horário nobre no domingo da televisão, por seus dotes físicos e palavreado chulo, sem examinarmos o mínimo de qualidade humana efetiva que possa de fato sensibilizar as meninas para o melhor do feminino sagrado que encontram nelas mesmas.

E nos duelamos em ódio e preconceito absurdamente atroz nas mídias sociais porque não aceitamos que o outro pense ou aja diferente de nós. Brasil, país de simpatia e afeto, estamos nos tornando nação de haters e trogloditas tecnológicos cuja única diferença para com o indivíduo pré-histórico é o porrete assassino, antes feito de ossos, agora digital…

Tem essa humanidade condição de cumprir o papel esperado de formação desse ambiente de elevação de almas, no futuro imediato? 

Ramatís pontua seco e direto: nenhuma condição, se não se transformar.  O problema é que já são milênios de experimento civilizatório, mas o que mudou de significativo para a imensa maioria, nessa triste história predominante de guerras e mortes e crueldade sem fim ao longo dos tempos e lugares, em todas as partes e épocas? Daí o processo extremo dessa sugação cósmica de almas.

Mas, claro que se a maioria está mergulhada na cegueira destrutiva – de si, dos outros e da vida – do seu horrendo ruído interno do medo e do pavor, tantos outros, sensibilizados, agem tocados pelo que captam dos acordes melodiosos de uma sublime sinfonia. Greta e esses milhares – milhões, talvez? – de jovens maravilhosos pelo mundo que fazem greves de protestos pela hipocrisia irresponsável dos líderes mundiais na questão da crise climática. Jovens amantes da vida. Os líderes, traidores da espécie.

Separação em curso do joio e do trigo. A simbologia narrativa do Cristo: os justos estarão à sua direita, na Nova Jerusalém. Os recalcitrantes que evitam se autoconhecerem e se transformarem e negam exercer o amor, estarão à esquerda, por um momento, talvez, deslizando para onde haverá choro e ranger de dentes.

Então, levando você junto na minha reflexão – aceite minha mão, vou lhe ajudar a um passo a mais, para dentro do mistério -,   a outra narrativa que espelha os nossos dias. A do continente desaparecido de Atlântida. Na visão do próprio Ramatís, do notável sensitivo americano Edgar Cayce  – e seu livro “On Atlantis”, Editora Little, Brown  – e da intuitiva escritora Taylor Caldwell – e seu chocante  “O Romance da Atlântida”,  Editora Record, escrito quando tinha 12 anos de idade -, todos autores de diferentes caminhos e tempos. Todos, porém, afinados com um só tema central, acessado por eles, quem sabe, no registro akásico, a hiper-mega memória etérica de todos os acontecimentos da Terra, em suas múltiplas dimensões interconectadas de existência.

 Civilização avançada tecnologicamente em alguns aspectos – parecia estar dominando um tipo de energia que hoje chamaríamos talvez de nuclear, operava veículos voadores -, parte da sua elite dominante – governantes e sacerdotes – e do povo não tinha igual desenvolvimento íntimo. Inteligência sem valor, ciência sem consciência, seres sem amor, respeito, consideração à vida.

 Já viu, isso, certo? Déjà vu. Elegantes engravatados nos palácios e nos multimilionários   escritórios de poder, ou ladies de fino perfil, todos e todas de Rolex de ouro no pulso, smartphone avançado na mão, mas dólares do erário público escondidos na cueca ou calcinha ou sabe-se lá onde. E a maquinação de bastidor, cruel, para afastar, com rasteira traiçoeira ou punhalada pelas costas, o adversário incômodo ou a rival ameaçadora dos negócios, da política ou da fama.

Mas, os atlantes, como nós, chegaram a um ponto limite em que começaram a ameaçar a estabilidade dinâmica da Natureza e da condição de vida em seu mundo. Muita gente sensível protestou, alertou, criticou, brigou. A sociedade se cindiu numa odiosa guerra fraticida de valores e visões, posições e posturas, verdades e mentiras. Conscientes de um lado, negligentes de outro.

Sábios, videntes e sensitivos alertaram para a tragédia iminente. A Natureza iria reagir, em mecanismo de autoproteção, sobrevivência e defesa dos ferimentos terríveis que os humanos insensatos causavam. Orientados por uma sabedoria superior, canalizada por médiuns de boa índole, grupos emigraram quando se deram conta que a corrente vencedora, detentora do poder, era a dos ignorantes encastelados na ignorância suicida. Uma leva se largou para o Egito, foi fertilizar a grande civilização egípcia. Outra partiu para disparar a formação da igualmente portentosa civilização asteca, no território que conhecemos hoje como México. Uma terceira foi revitalizar povos nativos norte-americanos.

E a esplêndida Atlântida e sua grandiosa civilização, destruída aparentemente por cataclisma natural, afundou-se, na verdade, nos abismos do caos gerado pela massa mental-energética altamente tóxica e corrosiva da maior parte de sua população.

O pensamento e a emoção matam quando a criatura não olha profundamente para si e se deixa aprisionar a consciência íntima pelos líderes e sistemas sem alma que querem vampirizar a sua. Vivem do seu sangue. É o indivíduo que dá poder a eles. Entrega de bandeja parte da sua seiva de vida.  

Mas o pensamento e a emoção também salvam quando, como Greta, você abre o diamante da sua verdade profunda e mesmo com dor, tem a coragem de ouvir a voz, gritante ou tímida, da sabedoria interior emoldurada pelo amor.

Se precisar de uma referência ou guia para o que está dentro de você e paradoxalmente também fora, no universo todo, você pode testar.  Cientista pesquisador de si mesmo e de tudo. Porque tudo está interconectado.   Se quiser saltar para a aventura da sua verdade. Mas precisa sair da zona de conforto. Avançar para território desconhecido, talvez.   Sem dogma, preconceito, sectarismo ou qualquer outro ismo. Fora da caixa. Uma referência universal. De ontem e de agora, nesta  busca talvez de angústia que pode se transformar em júbilo. Cristo.




PRÊMIO ADELMO GENRO FILHO DA SBPjor

Imensamente honrado pela outorga desse Prêmio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo.

Cerimônia de entrega do Prêmio acontecerá na abertura do encontro nacional da entidade, versão 2019, que acontecerá dia 06/11 na UFG, em Goiânia.

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PRÊMIO ADELMO GENRO FILHO 2019

A coordenação geral do Prêmio Adelmo Genro Filho 2019 informa o resultado da premiação nas quatro categorias: Iniciação Científica, Pesquisa Aplicada, Mestrado e Doutorado.

Destacamos e agradecemos o trabalho fundamental e dedicado dos membros das comissões avaliadoras, formadas por docentes de diversas instituições de ensino brasileiras, que se dispuseram a analisar os 83 trabalhos inscritos.

Nossos agradecimentos à profa. Dra. Laura Storch, envolvida diretamente na organização do Prêmio.

A entrega do PAGF 2019 ocorrerá no 17º. Encontro Nacional da SBPJor, que acontecerá na Universidade Federal de Goiás (UFG), no dia 6 de novembro de 2019.

Parabéns a todas e todos!
Dra. Marli dos Santos
Coordenadora do Prêmio Adelmo Genro Filho 2019

CATEGORIA SÊNIOR
Premiado: Prof. Dr. Edvaldo Pereira Lima
Instituição: Universidade de São Paulo (USP) – SP.




Experimentos de Poder

A revolução de conhecimento que sacode nossas crenças sobre a realidade coloca nas mãos de cada um e todos o desafio de testarmos nosso poder criador do próprio destino.

Edvaldo Pereira Lima

A jornalista americana Lynne McTaggart passou alguns anos da carreira escrevendo sobre ciência.  Nesse campo, movida pela necessidade de se curar de um problema de saúde, deu especial atenção à Medicina. Nas duas frentes, porém, Lynne tinha predileção por abordagens pouco ortodoxas.

No caso de sua questão pessoal, viu-se impelida a buscar solução em abordagens alternativas ou terapias complementares, algumas delas inovadoras, que estavam despontando na década de 1980.  No caso da cobertura das outras áreas da ciência, sentia-se atraída por uma revolução cada vez menos silenciosa que crescia nos laboratórios, tradicionais ou alternativos, que desenhavam propostas e modos de atuação científica diferentes dos modelos predominantes adotados.

Quando se pensa a ciência, de fora da comunidade científica, geralmente se imagina que seja um campo de conhecimento monolítico, uniforme.  Mas quando você se aproxima, tira o zoom e faz um mergulho para dentro do coração desse universo, percebe que na verdade há pelo menos dois grandes campos de ciência.  O primeiro, clássico, predominante, é uma ciência que tem como base epistemológica – seus paradigmas ou modelos mentais governantes – uma visão materialista, concreta, objetiva, da realidade. Um de seus modelos é uma perspectiva mecanicista da realidade. Ou seja, tudo é examinado à luz comparativa de uma máquina.

A ciência, é bom que se esclareça logo, tem por objetivo conhecer a realidade de tudo o que existe e saber como tudo funciona.  Assim como faz a filosofia, como fazem as tradições – incluindo as religiões -, como as artes.  Cada campo de conhecimento desse a seu modo, com seus métodos. A ciência ganhou predomínio na sociedade, porém, conquistando um status privilegiado de que a verdade das coisas que valorizamos de fato é aquela comprovada cientificamente, pelos números, pela estatística, pela repetição controlada de processos que se confirmam.

Acontece, porém, que o modelo de ciência predominante, desde quando Isaac Newton (1642-1726) contribuiu para levar a física clássica ao pedestal de mãe de todas as ciências, com sua visão materialista de mundo, passou a ser questionado pela emergência no século XX de outros modelos. 

A Teoria Geral de Sistemas, por exemplo, que da biologia se expandiu para outras áreas, mostrando que ao contrário da visão clássica, a realidade de um conjunto de elementos não é igual à soma das partes. O sujeito boa praça, amigão de todo o mundo no trabalho, pode ser o assassino ensandecido que na multidão de uma torcida de futebol fere de morte o torcedor adversário com o estandarte do seu clube.  Surgem comportamentos, ali, que decorrem da condição única e exclusiva daquele ambiente coletivo e que não estão obrigatoriamente, armazenadas de modo explícito nos indivíduos.

E a física quântica, que mostrou que a realidade não se resume ao mundo físico, concreto e palpável que habitamos.  Transcendendo a matéria, existem as outras dimensões da realidade, numa classificação que o cientista David Bohm – por um tempo foi professor visitante da USP, a Universidade de São Paulo – denominou um dia de ordem explícita – o mundo material, objetivo – e ordem implícita – o mundo subjetivo, das realidades energéticas.

Diversas outras abordagens diferenciadas como essas duas foram acontecendo ao longo do século passado, a ponto de termos, agora neste século XXI que avança pelo tempo, um conjunto de modelos diversificados que caracterizam uma nova ciência, não mais baseada numa visão linear da realidade, mas sim numa visão múltipla, complexa. A visão de que a realidade material, o mundo que vemos, é fruto de um processo sofisticado em que o que acontece nesta dimensão concreta tem início, como ideia ou possibilidade de manifestação, no mundo invisível das energias.

Soa estranho para você, leitor?

Como boa pesquisadora da realidade, Lynne passou a investigar as descobertas de cientistas de vanguarda em torno de questões delicadas e controversas como esta: a mente de fato afeta a matéria?  É possível você projetar mentalmente uma intenção de cura e isso ajudar efetivamente uma pessoa que esteja às voltas com uma doença?

Tocada pelo que foi descobrindo, Lynne juntou-se ao marido, o jornalista Bryan Hubbard, que trabalhou por um tempo no respeitável jornal britânico de economia Financial Times, para montarem uma empresa de comunicação para dar vazão ao fluxo inesgotável de novos conhecimentos que jorravam dessas fontes de vanguarda. Uma das primeiras iniciativas foi o jornal What Doctors Don´t Tell You (O Que Os Médicos Não Contam), existente até hoje, publicação mensal sobre medicina alternativa e complementar, com a participação de especialistas reconhecidos. O título do jornal foi também título de um dos livros de Lynne, cujo subtítulo é autoexplicativo: A Verdade Sobre Os Perigos da Medicina Moderna, uma obra de 1999.

Dessa plataforma, Lynne saltou para algo mais desafiador ainda, lançando em 2003 O Campo: Em Busca da Força Secreta do Universo, que tem edição publicada no Brasil. Trata-se da exploração dessa ideia da existência de um campo unificado de realidade, um campo que perpassa todo o universo, e que faz com que estejamos todos nós interconectados.   Ser humano com ser humano, nós todos com os animais e com todo os elementos da existência.

Em 2007, uma ousadia mais fantástica ainda. Lynne lança o livro – e seu projeto – The Intention Experiment (O Experimento da Intenção). A informação-matriz, aqui, tem a ver com a exploração da proposta, desenhada por algumas dessas abordagens de uma nova ciência, de que a intenção dirigida é fator preponderante na manifestação da realidade no mundo objetivo, tridimensional, em que vivemos.

Indo além, a jornalista transformada em pesquisadora passou a organizar experimentos, em parceria com cientistas, de aplicação de intenção em questões prosaicas na aparência, mas maravilhosas na essência.  Projeção de intenção mental para despoluir água contaminada, por exemplo. Os experimentos foram feitos com métodos científicos rigorosos.

Os resultados estimulantes a fizeram ousar muito mais a seguir, realizando experimentos de intenção projetada de paz em Sri Lanka, depois no Afeganistão e finalmente em Washington, a capital americana, que tem notórios problemas de violência urbana. O experimento dura vários dias ou semanas, dependendo do caso, com a participação de milhares de voluntários de dezenas de países, a intenção de cada um projetada mentalmente em direção à região geográfica específica escolhida, normalmente um bairro, uma área delimitada.

Tudo é monitorado e registrado cientificamente, usando-se métodos rigorosos de controle, às vezes sob a supervisão de um dos principais parceiros de Lynne, Gary Schwartz, diretor do Laboratório de Avanços em Consciência e Saúde, da Universidade do Arizona, ou por outros cientistas convidados de distintos países.  

Os resultados?

Sri Lanka, então em guerra civil, teve redução de 78% no número de vítima fatais do conflito, na região pesquisada, e 48% de redução no número de feridos. No Afeganistão, houve redução de 37% no número de civis mortos. Em Washington, o índice de atos criminosos violentos registrados pela polícia metropolitana, na área selecionada para o experimento, baixou 33%.

Continua parecendo estranho para você, leitor?

Mais recentemente, Lynne tem convidado todos os visitantes de seu site a se transformarem em participantes ativos de aplicações de intenções em saúde.  Pessoas com problemas como endometriose, fibrose, neuropatia e outros se apresentam para receber a projeção de intenção de cura. Toda semana tem um caso novo. Os resultados são apresentados depois, o participante podendo assim considerar sua contribuição efetiva para a melhoria de saúde, ganhando em troca, um sinal inequívoco de que o consciente coletivo também existe. 

Do inconsciente, já sabemos muito e basta.

Não sei o que você pensa agora, leitor. Do meu lado, penso que já é hora de questionarmos nossos preconceitos e fazermos nossos testes de São Tomé, ao alcance de um clique de computador.