GRETA THUNBERG E O AFUNDAMENTO DA ATLÂNTIDA

O notável caso da ativista adolescente e outras narrativas paralelas da dramática história em curso da humanidade.

Episódio-Pensamento 2

Edvaldo Pereira Lima

Em “Missão Planetária”, livro recente – 2016 – psicografado por Sávio Mendonça, publicado pela Editora do Conhecimento, Ramatís amplia nosso olhar sobre essa narrativa épica de proporção cósmica.

A vida na Terra tem a ver sistemicamente com todo um processo de desenvolvimento orquestrado de existências e humanidades em distintas dimensões, planetas, sistemas e galáxias. O nosso planeta está sendo direcionado para cumprir uma extraordinária função de abrigo especializado para a evolução de seres – os “nativos” daqui, assim como imigrantes siderais de outros planetas -, tornando-se uma espécie de academia cósmica.  Um estágio a ser alcançado, estima, para daqui a 200 anos ou mais. Mas o ponto de virada para esse processo acontecer é agora. A missão já começou.

O aspecto diferencial é a construção de uma civilização sustentável notavelmente amante da vida em todas as suas formas.  Humanos e Natureza em sintonia de manifestação daquilo que é a força-motriz de todos os universos. O amor-criativo do Todo, da Consciência, da Inteligência Maior, da Luz Divina. De Deus.

Como é muito difícil, por enquanto, compreendermos e ativarmos conscientemente essa interação humanos-divindade, traduzida para o mundo cotidiano de indivíduos, povos e sociedades, Ramatís diz que a representação acessível dessa condição é o exercício do amor do Cristo Cósmico. Essa entidade que veio nos preparar para a virada transcendental e imanente de agora, século XXI, através de Jesus, o Cristo, e de tantos avatares de excelsa amorosidade, bênção e plenitude divinas. Buda, Maomé, São Francisco de Assis e tantos seres de sublime estatura espiritual.

Para que a Terra possa cumprir essa sua missão grandiosa, contudo, a casa precisa estar arrumada. Energeticamente preparada, o ambiente etéreo e psíquico da humanidade sintonizado com esse propósito, a atmosfera reinante condizente com esse estado de espírito. Para os filhos de um casal crescerem psicologicamente saudáveis, estimulados a desenvolver o melhor de seus potenciais como seres humanos, convém que o ambiente do lar seja psiquicamente sadio, nutritivo, harmônico, estimulante do amor, da confiança e da paz, concorda?

Qual é o estado geral da humanidade, porém?  Que atmosfera sutil, psíquica, coletiva, impera neste nosso mundo de agora? 

Medo, violência, intolerância, ignorâncias absurdas, suicídio coletivo sendo gestado por um modelo de civilização que avançou de maneira avassaladora desde a Revolução Industrial, trazendo-nos tanto progresso efetivamente fantástico, mas igualmente a destruição da vida a passos largos. A extinção diária de espécies. A matança absurda das abelhas, tão decisivas sistemicamente para a sustentação da vida humana. O emporcalhamento criminoso dos oceanos. O  desrespeito total para com as diferenças e diversidades humanas. 

E mais o horror do feminicídio. A  violação pornográfica do meio ambiente. A  destruição genética de parte da futura população masculina através da alteração hormonal provocada nos fetos e nos meninos pela diabólica plastificação massiva da vida moderna. E mais os sociopatas que elegemos cegamente para o poder governante. Como tais, pavorosamente insensíveis e igualmente cegos, negam o aquecimento climático, justificam por discursos retóricos absolutamente insanos a destruição da Natureza, mentem e falsificam, manipulam e escravizam consciências.

Valores universais, moral, ética, verdade?

Estão longe das mentes e dos corações, na maioria da multidão. Banaliza-se a vida. O show business e a comunicação de massa, em sua maior parte, pisoteiam as virtudes, miserabilizam a consciência dos indivíduos.

E caímos na armadilha. Desprezamos o livro de conteúdo edificante, preferimos transformar em best-seller de milhões o que nos atrai por uma linguagem engraçadinha de conteúdo torpe. Transformamos em modelo inspirador a fake-star do horário nobre no domingo da televisão, por seus dotes físicos e palavreado chulo, sem examinarmos o mínimo de qualidade humana efetiva que possa de fato sensibilizar as meninas para o melhor do feminino sagrado que encontram nelas mesmas.

E nos duelamos em ódio e preconceito absurdamente atroz nas mídias sociais porque não aceitamos que o outro pense ou aja diferente de nós. Brasil, país de simpatia e afeto, estamos nos tornando nação de haters e trogloditas tecnológicos cuja única diferença para com o indivíduo pré-histórico é o porrete assassino, antes feito de ossos, agora digital…

Tem essa humanidade condição de cumprir o papel esperado de formação desse ambiente de elevação de almas, no futuro imediato? 

Ramatís pontua seco e direto: nenhuma condição, se não se transformar.  O problema é que já são milênios de experimento civilizatório, mas o que mudou de significativo para a imensa maioria, nessa triste história predominante de guerras e mortes e crueldade sem fim ao longo dos tempos e lugares, em todas as partes e épocas? Daí o processo extremo dessa sugação cósmica de almas.

Mas, claro que se a maioria está mergulhada na cegueira destrutiva – de si, dos outros e da vida – do seu horrendo ruído interno do medo e do pavor, tantos outros, sensibilizados, agem tocados pelo que captam dos acordes melodiosos de uma sublime sinfonia. Greta e esses milhares – milhões, talvez? – de jovens maravilhosos pelo mundo que fazem greves de protestos pela hipocrisia irresponsável dos líderes mundiais na questão da crise climática. Jovens amantes da vida. Os líderes, traidores da espécie.

Separação em curso do joio e do trigo. A simbologia narrativa do Cristo: os justos estarão à sua direita, na Nova Jerusalém. Os recalcitrantes que evitam se autoconhecerem e se transformarem e negam exercer o amor, estarão à esquerda, por um momento, talvez, deslizando para onde haverá choro e ranger de dentes.

Então, levando você junto na minha reflexão – aceite minha mão, vou lhe ajudar a um passo a mais, para dentro do mistério -,   a outra narrativa que espelha os nossos dias. A do continente desaparecido de Atlântida. Na visão do próprio Ramatís, do notável sensitivo americano Edgar Cayce  – e seu livro “On Atlantis”, Editora Little, Brown  – e da intuitiva escritora Taylor Caldwell – e seu chocante  “O Romance da Atlântida”,  Editora Record, escrito quando tinha 12 anos de idade -, todos autores de diferentes caminhos e tempos. Todos, porém, afinados com um só tema central, acessado por eles, quem sabe, no registro akásico, a hiper-mega memória etérica de todos os acontecimentos da Terra, em suas múltiplas dimensões interconectadas de existência.

 Civilização avançada tecnologicamente em alguns aspectos – parecia estar dominando um tipo de energia que hoje chamaríamos talvez de nuclear, operava veículos voadores -, parte da sua elite dominante – governantes e sacerdotes – e do povo não tinha igual desenvolvimento íntimo. Inteligência sem valor, ciência sem consciência, seres sem amor, respeito, consideração à vida.

 Já viu, isso, certo? Déjà vu. Elegantes engravatados nos palácios e nos multimilionários   escritórios de poder, ou ladies de fino perfil, todos e todas de Rolex de ouro no pulso, smartphone avançado na mão, mas dólares do erário público escondidos na cueca ou calcinha ou sabe-se lá onde. E a maquinação de bastidor, cruel, para afastar, com rasteira traiçoeira ou punhalada pelas costas, o adversário incômodo ou a rival ameaçadora dos negócios, da política ou da fama.

Mas, os atlantes, como nós, chegaram a um ponto limite em que começaram a ameaçar a estabilidade dinâmica da Natureza e da condição de vida em seu mundo. Muita gente sensível protestou, alertou, criticou, brigou. A sociedade se cindiu numa odiosa guerra fraticida de valores e visões, posições e posturas, verdades e mentiras. Conscientes de um lado, negligentes de outro.

Sábios, videntes e sensitivos alertaram para a tragédia iminente. A Natureza iria reagir, em mecanismo de autoproteção, sobrevivência e defesa dos ferimentos terríveis que os humanos insensatos causavam. Orientados por uma sabedoria superior, canalizada por médiuns de boa índole, grupos emigraram quando se deram conta que a corrente vencedora, detentora do poder, era a dos ignorantes encastelados na ignorância suicida. Uma leva se largou para o Egito, foi fertilizar a grande civilização egípcia. Outra partiu para disparar a formação da igualmente portentosa civilização asteca, no território que conhecemos hoje como México. Uma terceira foi revitalizar povos nativos norte-americanos.

E a esplêndida Atlântida e sua grandiosa civilização, destruída aparentemente por cataclisma natural, afundou-se, na verdade, nos abismos do caos gerado pela massa mental-energética altamente tóxica e corrosiva da maior parte de sua população.

O pensamento e a emoção matam quando a criatura não olha profundamente para si e se deixa aprisionar a consciência íntima pelos líderes e sistemas sem alma que querem vampirizar a sua. Vivem do seu sangue. É o indivíduo que dá poder a eles. Entrega de bandeja parte da sua seiva de vida.  

Mas o pensamento e a emoção também salvam quando, como Greta, você abre o diamante da sua verdade profunda e mesmo com dor, tem a coragem de ouvir a voz, gritante ou tímida, da sabedoria interior emoldurada pelo amor.

Se precisar de uma referência ou guia para o que está dentro de você e paradoxalmente também fora, no universo todo, você pode testar.  Cientista pesquisador de si mesmo e de tudo. Porque tudo está interconectado.   Se quiser saltar para a aventura da sua verdade. Mas precisa sair da zona de conforto. Avançar para território desconhecido, talvez.   Sem dogma, preconceito, sectarismo ou qualquer outro ismo. Fora da caixa. Uma referência universal. De ontem e de agora, nesta  busca talvez de angústia que pode se transformar em júbilo. Cristo.